Cumprir com o que foi acordado, conversar e organizar as expectativas são alguns pormenores que temos de ter em conta quando partilhamos a casa com os amigos/as, companheiro/a ou esposo/a. Sem contar que é uma decisão muito importante, que deve ser analisada antes de ser tomada, para não termos uma experiência desagradável. Não só pela questão da convivência diária, mas também pela organização financeira. Afinal, as contas da casa precisarão de ser divididas entre todos e isso pode ser uma fonte de problemas.

Quando a pessoa com quem divide o seu lar é apenas um amigo, as questões podem até ser mais simples e objectivas. Quando vivemos com o namorado/a ou esposo/a, as coisas são diferentes porque podem ter pontos um pouco mais complicados a discutir. Tanto o primeiro caso quanto o outro têm uma influência muito grande nas nossas finanças pessoais.
Pensando nas dificuldades e dúvidas que muitas pessoas têm, a Chocolate Lifestyle, pesquisou, analisou e encontrou respostas que esperamos que sejam uteis para si.

Segundo o artigo publicado na revista brasileira Glamour, o primeiro passo importante que devemos dar é pensar na base. Quando partilhamos o lar com quem quer que seja, a organização das finanças começa no “diálogo”, apesar das pessoas terem personalidades e realidades diferentes, diz o artigo. Isso quer dizer que qualquer que seja a sua situação, não há uma regra definitiva para ela. Toda a decisão financeira vai depender do que você e a outra pessoa definirem. Por isso é tão importante conversar, para identificar o que é melhor para ambos.
O objectivo da organização e do planeamento financeiro é encontrar soluções, e não encontrar um culpado. No momento de ter essa conversa, todos precisam de demonstrar compreensão e respeito pela realidade do outro.
A partir daí podemos avançar para questões mais práticas. E agora, as contas serão divididas igualmente? Ou quem ganha mais vai pagar mais? Um responsabiliza-se pela conta de luz e o outro pela internet? Um paga o mercado hoje e o outro na próxima semana?
Pois bem, todas essas questões são resolvidas simples e exclusivamente com “diálogo”. Precisa inicialmente de definir o que será realizado, qual é o acordo entre si e a pessoa que mora consigo, e depois “jogar conforme as regras do jogo”. Por que é que isso é tão importante? Porque quando duas pessoas realizam diversas vezes os actos acordados, não há motivos para stress.
Quando prometemos mensalmente dar um valor, temos de cumprir com a nossa palavra. Quando cumprimos com as nossas obrigações, demonstramos compromisso e, caso haja algum momento atípico em que não vá conseguir realizar o pagamento, terá a confiança da outra pessoa. Afinal, sempre cumpriu com as suas responsabilidades. O mesmo vale para o outro. Chame para conversar e entender a situação.
Um ponto muito importante no bom relacionamento com outra pessoa, principalmente quando envolve dinheiro, é a sinceridade. Se não possui condições para arcar com algo, fale. Não espere não ter dinheiro para pagar ou precisar de se endividar. Caso um combinado entre vocês não esteja mais a fazer sentido para si, fale o quanto antes. Sem isso, o dinheiro pode complicar o melhor dos relacionamentos.
Para aquelas pessoas que já aprenderam a conversar de maneira empática não agressiva sobre dinheiro, temos alguns próximos passos para organizar as finanças do lar. Primeiro, identifique os custos fixos e variáveis da casa e, se possível, qual é a sua renda e a da outra pessoa, em conjunto. O planeamento financeiro com mais uma pessoa é muito semelhante ao de uma apenas: o total de custos deve ser menor que a soma das rendas.
Caso optem por não dizer um ao outro quanto ganham, a melhor opção será dividir os gastos por dois de forma igual. Isso geralmente tende a evitar maiores discussões.

As despesas fixas são aquelas que acontecem todos os meses e não variam de acordo com factores externos, tendo mais ou menos o mesmo valor, como renda, luz, água ou internet. Por não variarem tanto, alguns optam por dividi-las igualmente ou responsabilizar-se por algumas contas específicas.
Outras despesas com menor previsibilidade, como alimentação, ou até mesmo a aquisição de um móvel novo, podem gerar alguns debates, devido a gostos pessoais diferentes. Daí, novamente, vale o diálogo. Compras maiores precisam de ser aprovadas por ambos, e aqui o diálogo surge outra vez. Já no caso de compras menores, a dupla pode decidir que cada um compra o que deseja, individualmente, por sua responsabilidade.
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Por exemplo, tomemos um orçamento de kz 200.000 por mês. Se quer comprar um sofá novo de kz 250.000 precisa de saber se a pessoa que mora consigo está disposta a abrir mão do sofá actual (do qual talvez ela goste muito) e também se quer pagar por uma parte dos valores. Mas se quer comprar um jogo de copos por kz 20.000 pode estar confortável em pagar por ele sozinha/o e, provavelmente, essa decisão não afetará o outro, a não ser pelo facto de ter mais copos em casa.
O controlo das finanças pessoais envolve números, mas também tem muito a ver com relacionamento. Quando duas pessoas que têm uma boa compreensão das suas contas moram juntas, normalmente não há problemas. Porém, caso uma delas ou, na pior das hipóteses, as duas não saibam lidar tão bem com essas questões é importante ter paciência para entender como deixar essas questões claras se possível, todos os dias.
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